A fortuna de Mǎ Yún (conhecido pelo pseudônimo de Jack Ma) encolheu quase US$ 11 bilhões desde o final de outubro em meio ao maior controle do governo comunista da China sobre o império do bilionário e gigantes de tecnologia do país. Após uma crítica tecida contra a regulação do Partido Comunista Chinês (PCCh) durante palestra em Fórum realizado em Xangai, não foi mais visto em lugar algum. Deixou inclusive de comparecer a programa de TV no qual era jurado. No dia 25 de dezembro passado, um bilionário chinês morreu sob suspeita de envenenamento. Crédito: Ciaran McCrickard/World Economic Forum/Ciaran McCrickard

O fundador do grupo Alibaba, Jack Ma, não é visto publicamente há dois meses. Ele também deixou o programa de auditório do qual era jurado. No fim de outubro de 2020, durante uma palestra, o empresário teceu críticas ao sistema regulatório da China e entrou em rota de colisão com o Partido Comunista (PCCh). Depois do discurso, o regime fechou o cerco sobre os negócios do empreendedor. Órgãos reguladores abriram uma investigação sobre o grupo por supostas “práticas suspeitas de monopólio” no país.

Depois disso, Jack Ma “desapareceu”. À agência Reuters, um porta-voz da companhia informou que a saída de Jack do programa de TV se deu em razão de “um conflito de agenda”. Empresários próximos do fundador do Alibaba alegam que o PCCh quer calar o empresário. Sob o comando dele, o Alibaba se tornou uma empresa com valor de mercado de US$ 390 bilhões, dominando o mercado de varejo on-line chinês, com sede em Hangzhou.

“A mensagem política subliminar é que nenhuma empresa ou indivíduo tem o direito de desafiar o Partido Comunista, independente de seu tamanho”, disse Richard McGregor, do Instituto Lowy, em Sydney.

Fonte: Cristyan Costa/Revista Oeste

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