Na última quarta-feira (9), a Petrobras promoveu um evento com a participação virtual de um dos mais influentes engenheiros do globalismo econômico, o economista Klaus Schwab, principal defensor da ideia de uma nova revolução econômica que remodelará a economia do mundo nos moldes chineses para anular soberanias nacionais. A palestra foi intitulada: “The need for a great reset” [A necessidade de um grande reinício] e ocorreu de forma discreta.

A estatal já gastou mais de 100 mil reais só em palestras de globalistas e críticos do governo Bolsonaro. Sob a presidência de Roberto Castello Branco, no início do ano a Petrobras convidou uma ativista libertária americana que chamou o governo de Jair Bolsonaro como fascista, para palestrar a funcionários.

Outra estatal, a Eletrobras, não foi tão discreta: promoveu abertamente o seminário C4IR: O grande reset: alavancando a Quarta Revolução Industrial, transmitido no Youtube.

Ambas vêm promovendo a agenda global com um discurso de inovação e alinhamento com planos da elite financeira do mundo, representada pelo Fórum Econômico Mundial, grandes grupos de comunicação e redes sociais como o Facebook, que vem investindo em supressão de conteúdo conservador ou crítico às pautas progressistas.

Com o dinheiro público, as estatais estão promovendo pautas não apenas opostas ao próprio governo Bolsonaro, eleito com a pauta conservadora da soberania nacional, como também contrárias às concepções da maioria da população, motivo pelo qual mantém atuações discretas e se utilizam de uma linguagem cativante para o empresariado, tentando aparentar uma proposta inofensiva.

Na descrição do vídeo do seminário da Eletrobras, o texto é ambíguo e eufemista, mas é claro ao promover uma reestruturação econômica que unirá em um só braço Estado e grandes empresas para definir as prioridades da sociedade. A proposta é a mesma do fascismo e do nazismo, que foram atualizados pelo modelo chinês.

O Brasil lança o seu Centro para a Quarta Revolução Industrial, uma iniciativa público-privada entre o Governo Federal, o Governo do Estado de São Paulo e o Fórum Econômico Mundial, em parceria com o setor privado. O C4IR Brasil apoiará a elaboração de políticas públicas e estruturas de governança de tecnologia, com foco nos mais importantes desafios de desenvolvimento econômico e social do país“.

Os dois eventos estão sendo divulgados na internet e enfrentando críticas da população.

O evento da Petrobras teve repercussão negativa nas redes sociais. A ideia do grande reset representa uma reedição dos planos de construção de uma nova ordem global a partir do controle totalitário da economia e da política, submetendo soberanias nacionais para neutralizar o conceito de nações independentes.

A notícia surgiu a partir do print de um convite que circula nas redes sociais, possivelmente vazado de grupo de e-mail interno da instituição. Segundo o convite, o evento da Petrobras fez parte da série “Diálogos do Conhecimento”, que já trouxe globalistas de renome, como Parag Khanna, defensor de um novo modelo de governo mundial baseado no protagonismo da elite financeira através da diplomacia.

Até o momento, a realização do evento não foi noticiada pela imprensa e nem conta com informação no site da instituição. A Petrobras já mantém outras parcerias globalistas, como a que amplia a estados e municípios as metas da Agenda 2030, da ONU, ideia que teve oposição do presidente Jair Bolsonaro aos princípios internacionalistas da Agenda.

O site Estudos Nacionais entrou em contato com a assessoria de imprensa da Petrobras para confirmar a realização do evento, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta ou explicação. Em pesquisa na internet, um link da plataforma Trello com a agenda da série de palestras na edição de 2019, indica a realização de outros eventos com celebridades da elite financeira globalista.

De acordo com matéria do Estadão de janeiro de 2020, cinco palestras do programa “Diálogos do Conhecimento” custaram à estatal R$ 100 mil. A verba é destinada ao pagamento dos palestrantes externos ao setor público, como é o caso da ativista libertária Deirdre McCloskey, que é transexual, cuja palestra foi cancelada por motivos de agenda, segundo informou o jornal. Além dela, a estatal chamou Parag Khanna, entusiasta de uma nova ordem mundial orquestrada por uma elite iluminada que deve reger os valores humanos e defini-los por meio da diplomacia, submetendo política e economia das nações às utopias de intelectuais que controlam meios de comunicação e governos.

O que é o Grande Reset

O grande reset é uma proposta de reestruturação econômica que propõe abertamente aproveitar-se da emergência global da pandemia para modificar profundamente o mundo, sob o comando da elite do Fórum Econômico Mundial e outros financistas e intelectuais mundiais. O reset assume ter como inspiração o “capitalismo chinês”, baseado em parcerias entre as elites econômicas com controle político sobre a sociedade, mesma inspiração dos regimes fascista e nazista, responsáveis pelos maiores genocídios da história, no século XX.

“A crise provocada pela Covid-19 nos mostrou que nossos sistemas antigos não são mais adequados para o século XXI”, disse o presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab. “Em resumo, precisamos de um grande reset“, completou. Afinal de contas, a pandemia representa uma rara e estreita janela de oportunidade para refletir, reimaginar e redefinir tudo, e criar um futuro mais saudável, mais equitativo e mais próspero.

A proposta assusta ainda mais por coincidir com planos da extrema esquerda, que atua em aliança financeira e estratégica junto à elite capitalista. Como foi admitido pelo influente filósofo marxista Slavoj Zizek, a Pandemia de Covid-19 representa uma oportunidade para reinventar o comunismo.

No livro Pandemia: Covid 19 e a reinvenção do comunismo, Zizek propõe a mesma coisa que o grande reset. A semelhança é assustadora:

“Quando governos austeros, reconhecidos por cortes implacáveis nos gastos públicos, decidem subitamente gerar trilhões, Žižek demonstra como uma nova forma de comunismo pode ser a única maneira de evitar uma descida à barbárie global”.

Fonte: Cristian Derosa/Estudos Nacionais

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