Através de leis genéricas – semelhantes às que certos ‘partidos’, políticos e setores do judiciário vivem tentando inserir por aqui, no Brasil -, o Partido Comunista Chinês vai extinguindo, aos poucos, toda forma de religiosidade e liberdade de fé. Só restará a fé e adoração ao ‘deus’ Xi e sua doutrina. Crédito: China em foco

O Ministério da Justiça da China publicou nesta semana uma lista de novas restrições impostas a estrangeiros no país. A medida tem o objetivo de prevenir o “extremismo religioso” ou o uso da religião “para debilitar a unidade nacional ou ética” do país.

A relação de proibições inclui atividades como a “interferência ou domínio de assuntos de grupos religiosos chineses“, a defesa de “causas religiosas extremistas” e o “uso da religião para conduzir atividades terroristas“.

Esse é o mais recente movimento de controle da prática religiosa sob o comando de Xi Jinping, que ignorou a repressão de 2 milhões de Uyghurs (Uigures) e outras minorias muçulmanas na região de Xinjiang em 2018.

Religião é assunto que sempre ocupou uma posição peculiar na China. Oficialmente um Estado ateísta, o governo comunista permite 5 crenças “oficiais”, e toma decisões em assuntos religiosos através da intervenção de doutrinação do Partido Comunista Chinês (PCCh).

Essas crenças  Budismo chinês, Taoísmo, Islamismo, Catolicismo e Protestantismo – são supervisionadas por organizações oficiais como a Associação Budista da China. Práticas fora desses grupos são controladas, e igrejas, seitas e grupos privados de estudo religiosos são frequentemente reprimidos.

Para estrangeiros há, relativamente, mais liberdade. Muitas crenças não reconhecidas oficialmente pelo governo, como o Judaísmo – podem ter instituições operantes.

Após o episódio de Xinjiang, o governo chinês reconheceu que certas crenças tinham sido há muito tempo “controladas e utilizadas por colonialistas e imperialistas“.

A China diz que tem o compromisso de respeitar a “liberdade de crenças religiosas de estrangeiros“, mas a lista de novas restrições pode tornar essa prática mais difícil.

Quando o papa criticou ontem (24) a repressão da minoria Uyghurs, o porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Zhao Lijian, afirmou que o governo sempre protegeu os direitos das minorias religiosas. “O governo chinês sempre tratou as minorias com igualdade e protegeu seus direitos legítimos e interesses“, disse.

Fonte: Poder360

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s