Revista “The African Communist“, do Journal of the South African Communist Party, nº 121 de 1990. Mandela, no entanto, sempre negou ser membro do Partido, mesmo com documentos comprovando sua participação e liderança no comunosocialismo africano. Crédito: The African Communist

“O povo da África do Sul, liderado pelo PCAS [Partido Comunista da África do Sul], destruirá a sociedade capitalista e construirá no seu lugar o socialismo”. — Nelson Mandela

“Sob regime comunista a África do Sul será uma terra de leite e mel”. — Nelson Mandela

“Todo membro do Partido deve elevar suas qualidades revolucionárias em todos os aspectos ao mesmo nível das de Marx, Engels, Lenin e Stalin”. — Nelson Mandela, How to be a Good Communist (1962)

“Alguns dizem que é impossível adquirir as grandes qualidades de gênios revolucionários como Marx, Engels, Lenin e Stalin e que é impossível elevar nossas próprias qualidades ao mesmo nível que as deles. Mas, desde que os membros do Partido trabalhem duro e sinceramente, nunca se deixem isolar por um único momento da luta cotidiana do povo, e façam sérios esforços para estudar a literatura marxista, aprender com as experiências de outros camaradas e das massas do povo, e constantemente se esforcem para se fortalecer e se cultivar, eles serão perfeitamente capazes de elevar suas qualidades ao mesmo nível que Marx, Engels, Lenin e Stalin”. — Nelson Mandela, How to be a Good Communist (1962)

Algumas de suas “ações humanitárias” que “esqueceram” de te informar:

1980 – Mandela mandou colocar inúmeras bombas-relógio na rede de restaurantes Wimpy [Mais de 90 civis mortos e centenas feridos];

1981 – 02 carros-bomba no Durban showrooms [6 mortos, 34 feridos];

1983 – 01 carro-bomba num congestionamento na Street Church [19 mortos, 217 feridos];

1984 – 01 carro-bomba em Durban [5 mortos, 27 feridos];

1985 a 1987 – Mandela ordenou instalação de pelo menos 150 minas terrestres em estradas rurais [125 mortos];

1985 – 01 bomba no Centro Comercial Amanzimtoti [5 mortos – 3 crianças -, 41 feridos];

1986 – 01 bomba no Bar de Magoo [3 mortos, 69 feridos];

1986 – 01 bomba no Tribunal de Newcastle [24 feridos];

1987 – 01 bomba no Tribunal de Joanesburgo [3 mortos, 10 feridos];

1987 – 01 carro-bomba no Centro de Comando Wits [1 morte, 68 feridos];

1988 – 01 bomba no Fliperama Joanesburgo [1 bebê morto, 10 pessoas feridas];

1988 – 01 bomba no Banco Roodepoort [4 mortos, 18 feridos];

1988 – 02 bombas na unidade habitacional da Polícia Pretoriana [ 2 mortos, 3 feridos];

1988 – 01 bomba no Tribunal de Magistrados [3 mortos, 9 feridos];

1988 – 01 bomba no Bar Benoni Wimpy [1 morte, 56 feridos];

1988 – 01 bomba no centro comercial [2 mortos, 42 feridos];

1988 – 01 carro-bomba no Park Ellis Stadium Rugby [2 mortos, 37 feridos].

Antes de questionar sobre “como Mandela seria responsável por ataques terroristas enquanto estava preso?”, pense e não se finja de tolo.

SEIS MOMENTOS DO PASSADO MARXISTA DE MANDELA QUE VOCÊ NÃO OUVIRÁ NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Mandela passou boa parte de sua vida como marxista radical, aliado a luminares comunistas globais, liderando um partido político que finalmente adotou a derrubada violenta do governo do apartheid na África do Sul.

Quando o presidente John F. Kennedy pressionou para capacitar forças anticoloniais em todo o continente africano, Mandela e seu Congresso Nacional Africano eram radicais demais para o apoio americano.

Grande parte dessa resistência dos EUA decorreu da afinidade de Mandela pelas ideias marxistas e de sua associação de longa data com os comunistas radicais. Em seu julgamento de 1962, acusado de incitar greves de trabalhadores, Mandela insistiu que ele não era membro do Partido Comunista. Certamente, ser membro do Partido Comunista oficial é muito diferente de ser fortemente influenciado pelo marxismo e pelo socialismo, o que Mandela certamente era.

Mandela esteve intimamente alinhado com os marxistas de todo o mundo até sua morte. Sua afinidade com o marxismo começou a partir de afinidades ideológicas com o comunismo, além da admiração por Lenin e Stalin.

Sua perspectiva ideológica mudou ao longo de mais de 60 anos como líder político. Aqui estão seus principais momentos marxistas:

1. As opiniões de Mandela sobre a pobreza como um “mal social”

“A pobreza maciça e a desigualdade obscena são flagelos tão terríveis dos nossos tempos – tempos em que o mundo ostenta avanços impressionantes na ciência, tecnologia, indústria e acumulação de riqueza – que precisam ser classificados ao lado da escravidão e do apartheid como males sociais. Superar a pobreza não é um gesto de caridade. É um ato de justiça. É a proteção de um direito humano fundamental, o direito à dignidade e uma vida decente. Enquanto a pobreza persistir, não há verdadeira liberdade”. –Mandela durante um discurso de 2005 sobre pobreza global na Trafalgar Square, em Londres

2. Seu apoio ao revolucionário marxista e ex-presidente cubano Fidel Castro durante a Revolução Cubana da década de 1950.

“Viva a Revolução Cubana. Viva o camarada Fidel Castro … Os internacionalistas cubanos fizeram muito pela independência, liberdade e justiça africanas. Admiramos os sacrifícios do povo cubano em manter sua independência e soberania diante de uma violência cruel da campanha imperialista destinada a destruir os avanços da revolução cubana. Nós também queremos controlar nosso destino … Não há rendição. É um caso de liberdade ou morte. A revolução cubana tem sido uma fonte de inspiração para todas as pessoas que amam a liberdade”. — Mandela durante discurso numa manifestação cubana em 26 de julho de 1991.

3. Os esforços de Mandela para equalizar a distribuição de riqueza nacionalizando as indústrias sul-africanas, incluindo bancos e mineração, por meio de seu apoio à Carta da Liberdade de 1955, que finalmente fracassou.

Sob o subtítulo “AS PESSOAS PARTILHARÃO DA RIQUEZA DO PAÍS!” a carta diz: “A riqueza nacional de nosso país, a herança de todos os sul-africanos, será restaurada ao povo; A riqueza mineral sob o solo, os bancos e a indústria de monopólio serão transferidos para a propriedade do povo como um todo … “

Partes sobre os direitos das pessoas à propriedade da terra, emprego e assistência médica dizem: “Todos terão o direito de ocupar a terra onde quiserem… Homens e mulheres de todas as raças receberão salário igual por trabalho igual; Haverá uma semana de trabalho de quarenta horas, um salário mínimo nacional, licença anual paga e licença médica para todos os trabalhadores, e licença de maternidade com salário integral para todas as mães que trabalham … Será fornecido assistência médica e hospitalização gratuitas a todos, com cuidados especiais para mães e crianças pequenas”.

Em um artigo de 1956 na Liberation intitulado “Freedom in our Lifetime”, Mandela escreveu: “a Carta da Liberdade … serve como um farol para o Movimento do Congresso e uma inspiração para o povo da África do Sul … É um documento revolucionário precisamente porque as mudanças que prevê não podem ser vencidas sem quebrar a estrutura econômica e política da atual África do Sul”.

4. Sua estreita relação pessoal e política com o líder do Partido Comunista da África do Sul Joe Slovo, ou “Camarada Joe”, como Mandela o chamava.

“Quando os trabalhadores começarem a gozar, por direito, de um teto sobre suas cabeças, cuidados médicos acessíveis, educação de qualidade e um padrão de vida crescente, eles terão razão em dizer que o camarada Joe foi um arquiteto-chefe que ajudou a estabelecer as bases para uma vida melhor”. — Mandela falando no funeral de Joe Slovo em 1995. Slovo também defendeu Mandela no tribunal contra acusações de traição em 1956.

5. O ardente apoio do ex-presidente sul-africano aos sindicatos.

Após a libertação de seus 27 anos de prisão em 1990, Mandela viajou para os EUA, onde parou em uma fábrica de automóveis da Ford Motor Co em Dearborn, Michigan, para expressar sua afinidade com trabalhadores sindicais: “Irmãs e irmãos, amigos e camaradas, o homem que está falando não é um estranho aqui. O homem que está falando é um membro do UAW [United Auto Workers, um tipo de sindicato internacional de trabalhadores]. Eu sou sua carne e sangue”. — Mandela falando com trabalhadores sindicais de automóveis durante uma turnê nos EUA em 1990.

6. A aliança de longa data entre o movimento e partido político Congresso Nacional Africano (African National Congress, ANC), de Nelson Mandela e o Partido Comunista da África do Sul.

“O que nos une hoje é a luta contra a opressão racial, e não estamos preparados para investigar a ideologia política de qualquer membro específico do ANC, desde que ele ou ela apoie o objetivo básico de destruir a opressão racial”. — Mandela respondendo às críticas sobre o relacionamento do ANC com o Partido Comunista da África do Sul, 1991.

O ANC mantém uma aliança tripartida com o Partido Comunista da África do Sul e o Congresso dos Sindicatos da África do Sul.

Fidel Castro e Nelson Mandela na visita oficial do líder comunosocialista africano a Cuba, em 1998. Crédito: Patrick Aviolat/Keystone/EFE

Lula com Nelson Mandela, durante encontro em Maputo, Moçambique, em 2008. Crédito: Ricardo Stuckert/PT

Mandela e o ditador Muammar Gaddafi (morto pela própria população libanesa em 2011), na Líbia em 1997. Crédito: Libyan TV

Nelson Mandela e o multimilionário David Rockefeller (falecido em 2017) após reunião, em Nova Iorque, 1998. Crédito: Peter Morgan/Reuters

O LADO SOMBRIO DE NELSON MANDELA

Muitos dos lamentos “santimoniais” para Nelson Mandela não não são apenas um pecado contra a história – mas um perigo.

É verdade que Mandela alcançou a grandeza. Libertado após 27 anos em uma prisão sul-africana, o combatente anti-apartheid emergiu não propenso à vingança, mas à cura. Ele negociou um fim pacífico para o apartheid e, como primeiro presidente da África do Sul democrática, pregou – e praticou – a reconciliação. Nisso foi ótimo. Um alquimista. Uma inspiração.

Para muitos no exterior, ele parece até Cristo – alguém que havia sofrido pelos pecados da culpa branca e absolvido aqueles que acreditavam nele do pecado do racismo.

Mas Mandela não era Cristo, nem mesmo Gandhi, nem Martin Luther King. Ele foi durante décadas um homem violento.

Em 1961, rompeu com colegas do partido e movimento do Congresso Nacional Africano (ANC) que pregavam a não-violência, criando uma ala terrorista.

Posteriormente, se declarou culpado no tribunal por atos de violência pública e, atrás das grades, sancionou mais, incluindo vários atos terroristas, como o carro-bomba da Igreja St. de 1983 que matou pelo menos 19 pessoas.

Mandela chegou a sugerir cortar o nariz dos negros considerados colaboradores. Sua então esposa Winnie defendia “colares” – um pneu em chamas no pescoço.

Mandela argumentou que o regime do apartheid não lhe deixou outra opção a não ser combater a violência com violência, mas é muito fácil afirmar que os eventos provaram que ele estava certo. Afinal, seu legado ainda não está em jogo.

O apoio de Mandela a outros líderes da violência é ainda menos perdoável. Ele manteve laços estreitos com o ditador cubano Fidel Castro e apoiou o líder terrorista palestino Yasser Arafat. Como presidente em 1997, ele concedeu o maior prêmio de seu país a um estrangeiro, o ditador da Líbia, coronel Muammar Gaddafi, que doou US$ 10 milhões ao ANC. Concedeu o mesmo prêmio ao corrupto presidente indonésio Suharto, que, segundo ele, doou US$ 60 milhões. Apoiou o líder do golpe nigeriano Sani Abacha, recusando-se a dizer uma palavra publicamente para impedir o enforcamento do ativista Ken Saro-Wiwa em 1995.

Mandela fez grandes coisas. Mas muitos de seus partidários mais radicais no Ocidente agora usam essa grandeza para limpar seu histórico de violência, política extrema – e seu apoio aos ditadores, que o usaram e usam até hoje.

Isso é muito perigoso! E inaceitável.

Referências e sugestões de leitura:

Elogia-se Mandela como “anti-racista” sem saber quem ele era

A verdadeira face de Nelson Mandela

HOW TO BE A GOOD COMMUNIST, by Nelson Mandela

Don’t mourn for Mandela

Nelson Mandela: the bombing record

Can South Africa avoid doing a Zimbabwe on land?

NGO ‘too white’ for donors

Genocide looms for white farmers – South Africa’s black president sings killing songs as thousands massacred

Nelson Mandela proven to be a member of the Communist Party after decades of denial

The ANC and the Soviets

Bombing campaign

ANC violence in South Africa

Singing to kill whites

Um comentário em ““Tata” [Pai] – A face de Nelson Mandela que a esquerda não deixou você conhecer

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s