Acordo com 14 países representa um terço do PIB global e incluiu até aliados dos Estados Unidos, como Austrália, Japão e Coreia do Sul. Mais controle do Partido Comunista Chinês (PCC) na vida de todos nós. Os “especialistas” de circo acham tudo normal e um grande avanço, sinal de amadurecimento para as relações internacionais! – por isso nem vamos desperdiçar tempo em mencionar suas “análises” (sic!). Crédito: Getty Images

Líderes asiáticos assinaram no domingo (15/11), em Hanói, no Vietnã, o mega-tratado que inclui os 10 membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) – Indonésia, Tailândia, Singapura, Malásia, Filipinas, Vietnã, Myanmar, Camboja, Laos e Brunei -, além de Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia, formando a maior associação comercial do mundo, em uma grande jogada estratégica geopolítica e econômica para a China, principal promotora e líder do projeto desde que ele começou a ser negociado, em 2012. A Índia também fez parte das negociações, mas desistiu em 2019.

O acordo, chamado de “Parceria Econômica Regional Abrangente” [Regional Comprehensive Economic Partnership, RCEP], será maior que a União Europeia e o Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Os membros somam quase um terço da população mundial e 29% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, incluindo também dispositivos sobre propriedade intelectual, telecomunicações, serviços financeiros, comércio eletrônico e serviços profissionais.

Como a reunião foi por videoconferência, a assinatura do acordo seguiu um protocolo próprio, adaptado às circunstâncias da pandemia. Cada país realizou sua própria cerimônia, na qual o respectivo ministro do Comércio firmou o documento sob o olhar de seu chefe de Governo ou de Estado.

Imagem da videoconferência com os líderes dos 15 países que assinaram o RCEP, criando o maior tratado comercial do mundo. Crédito: VNA Handout/EFE

Para o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, o pacto é “uma vitória do multilateralismo e do livre-comércio”. O presidente chinês Xi Jinping já tratou de minimizar as críticas, afirmando hoje (19) que “jamais iremos retroceder na história, buscando nos dissociar ou formar um ‘pequeno círculo’ para manter os outros do lado de fora”. Prometeu maior abertura dos mercados chineses.

Essa aliança entre os países na órbita chinesa já estava prevista. Mas uma preocupação extra para os EUA é o fato de que o acordo agora inclui não só os tradicionais aliados chineses, mas países até então fora da influência direta da China e grandes aliados americanos, como Austrália, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Japão.

Como agirão esses aliados – agora comprometidos economicamente com o Partido Comunista Chinês e Xi Jinping, que são os verdadeiros “negociadores” por trás da máscara da superpotência – em caso de ataques chineses violentos contra Taiwan, Hong Kong ou até em ilhas da Oceania? Preferirão responder à altura ou simplesmente fingir que nada acontece, em nome de uma suposta paz e estabilidade econômica com a China?

Só para lembrar ao leitor, a China já tem vasto poder e controle na África. Nas Américas Central e do Sul, exerce forte influência econômica e política.

A Europa, por sua vez, vem sendo sistematicamente “multiculturalizada” com uma filial do Império Islâmico implantada pela região.

O globalismo, comunosocialista, vai se desenhando diante de nossos olhos e, mesmo sabendo das suas finalidades demoníacas, nações e líderes ainda pagam para entrar no “clube”, enquanto condenam automaticamente suas populações a submissão, ao controle total e absoluto do governo mundial único.

Bem-vindos à Zumbilândia. Ou, se preferir a forma mais chique: Great Reset!

Fonte: BBC/G1/El País/Jornal do Comércio

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