União Europeia financia ONGs envolvidas com terrorismo e anti-Israel. Crédito: Airbnb

No mês de junho passado, a Comissão Europeia atualizou seu Sistema de Transparência Financeira (FTS) com detalhes de doações a organizações não-governamentais (ONGs) aprovadas em 2019.

A análise destas informações da “Organização Monitor” mostra que, em 2019, a União Europeia (UE) aprovou 32 subsídios num montante total de 30,1 milhões de euros para projetos listados como “para a Palestina” e mais 9 subsídios aprovados no valor total de 3,3 milhões de euros para projetos listados como “para Israel”, envolvendo ONGs israelenses e organizações de direitos humanos.

A NGO Monitor é um instituto de pesquisa reconhecido mundialmente que publica pesquisas baseadas em fatos e análises independentes sobre organizações não governamentais (ONGs), seus financiadores e outras partes interessadas, principalmente no contexto do conflito árabe-israelense. O instituto é um projeto do The Institute for NGO Research, uma organização reconhecida com Status Consultivo Especial junto ao Conselho Econômico e Social da ONU desde 2013.

A ONG Monitor revelou mais uma vez que para a UE não há problema em continuar fornecendo dinheiro generosamente às organizações palestinas afiliadas a grupos terroristas, e não importa para os chefes da UE que esses grupos terroristas matem israelenses ou judeus inocentes.

Pelo menos três subvenções, totalizando 5,8 milhões de euros, foram concedidas a ONGs associadas à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), um grupo terrorista de extrema-esquerda listado pela própria UE. Isso é o montante adicional, além dos 31,2 milhões de euros aprovados pela UE entre 2011-2018 para ONGs associadas à FPLP. Os números podem ser consulados no relatório da NGO Monitor “EU Funding to Terror-Linked Palestinian NGOs Since 2011” [Financiamento da UE para ONGs palestinas ligadas ao terrorismo desde 2011].

Por exemplo, um beneficiário de 2019, a Sociedade do Crescente Vermelho para a Faixa de Gaza (RCS4GS), organiza eventos regulares patrocinados pela FPLP com a participação de ativistas armados da FPLP.

Sete bolsas totalizando 11,8 milhões de euros para projetos pelestinos em Jerusalém; alguns estão claramente ligados à altamente politizada “abordagem estratégica da UE“, nomeadamente a “necessidade urgente de preservar a identidade palestina de Jerusalém Oriental”. Uma concessão tem como objetivo “proteger as propriedades do patrimônio cultural e religioso islâmico, as ‘Waqf’ [doação religiosa inalienável na lei islâmica] e cristão de violações e ameaças israelenses”. O projeto está sendo executado por três parceiros, incluindo a PalVision, uma organização cujos vários membros do conselho e associados exaltam a violência, homenageiam terroristas e apoiam o BDS – (“Boicote, Desinvestimento e Sanções”) – numa campanha global que preconiza a prática de boicote econômico, acadêmico, cultural e político ao Estado de Israel.

Sete bolsas, totalizando 5,6 milhões de euros, foram destinadas a organizações que afirmam promover a paz ou proteger os direitos humanos. ONGs palestinas com tais subsídios promovem odiosas teorias de conspiração antissemitas e/ou glorificam o terror. Por exemplo, o Land Research Center (LRC) e o Applied Research Institute de Jerusalém (ARIJ) receberam uma bolsa de 700.000 euros para a “Avaliação das Barreiras para a Solução de Dois Estados”. O LRC publica teorias de conspiração odiosas em seus materiais. Em 2016, o LRC divulgou uma declaração intitulada Declaração de Balfour … e a Conspiração Contínua, afirmando que a declaração “colocou uma adaga venenosa na Palestina” que visa limitar o avanço da nação árabe e do leste do oeste.

Pelo menos três bolsas, totalizando 1 milhão de euros, destinam-se a influenciar diretamente a democracia israelense. A UE apoia ONGs altamente politizadas para influenciar as atitudes públicas israelenses em relação ao conflito, fazer lobby junto a funcionários do governo e intervir no sistema judicial. Por exemplo, em 2019, a Associação para os Direitos Civis em Israel (ACRI), o Fundo dos Defensores dos Direitos Humanos (HRDF) e o Movimento pela Liberdade de Informação receberam o subsídio financiado pela UE, intitulado “Democratizing Israeli democracy: accountable, transparent, inclusive and participatory governance, and respect for human rights in Israel” [Democratizando a democracia israelense: governança responsável, transparente, inclusiva e participativa e respeito aos direitos humanos em Israel].

Os beneficiários de financiamento da UE para ONGs israelenses para “projetos de direitos humanos” são principalmente palestinos: 5 de 9 bolsas, totalizando 1,87 milhões de euros. Com poucas exceções, a UE não forneceu recursos em 2019 para tratar de questões de direitos humanos que afetam os cidadãos israelenses.

A grande maioria dos fundos para organizações que afirmam promover os “direitos humanos” vai para iniciativas políticas relacionadas com o conflito israelense-palestino: 6 dos 9 subsídios, totalizando 2,47 milhões de euros. Isto indica que a UE encara o seu compromisso com os direitos humanos em Israel, na Cisjordânia e em Gaza estritamente através do filtro do conflito, e não através de uma avaliação objetiva de uma ampla gama de desafios aos direitos humanos.

Muitas das ONGs beneficiárias da UE receberam repetidamente financiamento para projetos semelhantes em 2019, mais uma vez ilustrando o círculo fechado de financiadores e beneficiários.

O relatório completo com todos os detalhes pode ser encontrado neste link e também aqui.

Fonte: Thaís Garcia/Conexão Política

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