Ao centro da foto, o todo-poderoso Imã Ahmed El-Tayeb. Amigo do progressista Papa Francisco (Veja ao final da matéria). Crédito: Press Release/Muslim Council of Elders

O Conselho de Anciãos Muçulmanos, sediado em Abu Dhabi, anunciou a sua intenção de processar a revista satírica Charlie Hebdo e “quem quer que ofenda o islã”, na altura em que a França defende a liberdade de publicar caricaturas.

Este conselho, que reúne dignitários muçulmanos de diversos países, “decidiu constituir uma comissão de juristas internacionais para processar a Charlie Hebdo”, indica uma mensagem divulgada na noite de terça-feira na conta da rede social da instituição sunita Al-Azhar, sediada no Cairo.

Presidido pelo Grande Imã de Al-Azhar, “Sua Eminência Dr. Ahmed El-Tayeb”, a congregação afirma planejar “processar igualmente quem quer que ofenda o islã e os seus símbolos sagrados”.

O organismo “rejeita veementemente o uso da liberdade de expressão como pretexto para atacar o profeta Maomé”, considerando que “a liberdade de expressão (…) deve respeitar os direitos dos outros e não deve permitir a utilização das religiões nas questões da política ou na propaganda eleitoral”.

A questão das caricaturas sobre o profeta Maomé voltou à ordem do dia na sequência do horrendo assassinato (decapitação) de um professor francês por um radical islâmico em 16 de outubro, depois do docente ter mostrado aquelas imagens numa aula sobre liberdade de expressão.

Numa homenagem a Samuel Paty, vítima do atentado terrorista perto da escola onde lecionava, nos arredores de Paris, o Presidente francês Emmanuel Macron prometeu “não renunciar às caricaturas”, incluindo as de Maomé, cuja representação é proibida pelo islã.

Pelo menos uma mesquita foi fechada em Paris, pois, segundo as autoridades, o grupo Cheikh Yassine está diretamente envolvido no assassinato do professor Paty. Também determinou-se a dissolução do coletivo, de viés pró-palestina.

As declarações de Macron desencadearam uma avalanche de críticas em vários países muçulmanos, onde já ocorreram protestos, e em alguns foi lançada uma campanha de boicote aos produtos franceses.

A publicação de caricaturas de Maomé pela Charlie Hebdo também esteve na origem de um atentado terrorista à revista em janeiro de 2015, que causou 12 mortos.

Fonte: Lusa/Notícias ao Minuto

Nota: O “Grande Imã” Ahmed El-Tayeb se reuniu com o Papa Francisco no Vaticano em 2016 e assinaram juntos, em 2019, o “Documento sobre a fraternidade humana pela paz mundial e a convivência comum” em Abu Dhabi, teoricamente consagrando uma rede de apoio e diálogo entre cristãos e muçulmanos, pacto histórico – e controverso – inter-religioso.

Entre determinado trecho, cita-se:

“A liberdade é um direito de toda pessoa: cada indivíduo desfruta da liberdade de crença, pensamento, expressão e ação. O pluralismo e a diversidade de religiões, cor, sexo, raça e linguagem são determinados por Deus em Sua sabedoria, através da qual Ele criou os seres humanos. Esta sabedoria divina é a fonte da qual deriva o direito à liberdade de crença e a liberdade de ser diferente. Portanto, o fato de as pessoas serem obrigadas a aderir a uma determinada religião ou cultura deve ser rejeitado, assim como a imposição de um modo de vida cultural que os outros não aceitam”.

Em sua análise no Charisma News, Michael Snyder diz que “o documento está dizendo que é a vontade de Deus que existam centenas de religiões diferentes no mundo e que elas sejam todas aceitáveis ​​à Sua vista…” (sic!).

No entanto, Sabemos que a elite quer uma religião mundial, mas ver os clérigos mais importantes, tanto do catolicismo quanto do islamismo, fazer um esforço público tão dramático para isso é absolutamente abismante”, afirma Snyder.

Novamente, temos o argentino Bergoglio envolvido na criação da religião única, do governo único, da Pachamama pagã e ateia. O Divino, sendo invertido e trocado pelo vazio das almas, o “oco”.

2016, no Vaticano. Papa Francisco e Ahmed El-Tayeb. Crédito: Vatican News

Comitê Superior da Fraternidade Humana [Higher Committee of Human Fraternity, HCHF]. um organismo independente de líderes religiosos, autoridades acadêmicas e personalidades culturais do mundo, que se dedica a ‘alcançar os nobres objetivos’ consolidados no Documento da Fraternidade Humana assinado pelo Papa Francisco e o Xeque Ahmed el-Tayeb, Grande Imã de Al-Azhar, durante a Jornada Apostólica do Papa aos Emirados Árabes Unidos, em fevereiro de 2019, sob o patrocínio de Sua Alteza, o Xeque Mohammed Bin Zayed Al Nahyan, Príncipe Herdeiro de Abu Dhabi e Comandante Supremo Adjunto das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos. Crédito: AETOSWire

Emirados Árabes Unidos (EAU), 2019. Crédito: Vatican News/Daily News Egypt

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