Ex-ministro da Economia de Evo Morales, o comunosocialista Luis Arce (ao centro) é o novo presidente da Bolívia e comemora vitória. Crédito: Ronaldo Schemidt/AFP/Getty Images

Luis Arce, do “Movimento ao Socialismo (MAS)”, o partido do ex-mandatário ultraesquerdista Evo Morales, é o novo presidente da Bolívia. De acordo com duas apurações de boca de urna, Arce obteve cerca de 53% dos votos, o mesmo que Morales conseguiu em 2005, quando foi eleito pela 1ª vez. O resultado causa um terremoto na política boliviana e supera as expectativas do próprio MAS, que saiu do poder de maneira violenta um ano atrás, num episódio que obrigou Morales a se exilar, iniciou uma crise política e deu lugar a um governo interino Conservador e Cristão, que fez da luta contra o MAS e o comunosocialismo sua principal ocupação e objetivo.

Imediatamente depois do anúncio desses resultados não-oficiais, a presidente interina do país, Jeanine Áñez, reconheceu os números em um tuíte: “Ainda não temos o cômputo oficial, mas, pelos dados com que contamos, o sr. Arce e o sr. (David) Choquehuanca venceram a eleição. Felicito os ganhadores e lhes peço que governem pensando na Bolívia e na democracia”.

A divulgação dos levantamentos demorou bem mais do que se esperava. “As empresas de pesquisas se negam a publicar o resultado da boca de urna há horas. Suspeita-se que estejam ocultando algo”, disse mais cedo o comunista Evo Morales da Argentina, onde está asilado há quase um ano para não ser preso. Coincidentemente, elas divulgaram os resultados logo depois da manifestação de Morales e alegaram que tiveram dificuldades técnicas para consolidar uma amostra confiável.

Logo depois de saber da grande diferença a seu favor, Luis Arce proferiu um discurso notavelmente calmo: “Recuperamos a democracia e recuperamos a esperança. Nosso compromisso é trabalhar, levar nosso programa adiante. Vamos construir um Governo de unidade nacional, vamos construir a unidade deste país”.

Num momento de autocrítica – algo que Morales foi muitas vezes criticado por não fazer – o virtual presidente eleito prometeu também “reconduzir o ‘processo de mudança’, aprendendo e superando erros”. Morales fez postagens nas redes sociais e comemorou os números. Ele repetiu que os bolivianos “recuperaram a pátria” e festejou: “Lucho [apelido de Luis] presidente!”.

A campanha de Carlos Mesa, principal adversário de Arce nas urnas, reconheceu a derrota. “Faço um agradecimento a todos os bolivianos que votaram no Comunidade Cidadã (CC). Ao povo boliviano pelo seu compromisso democrático. A todos os dirigentes do CC, a nossos aliados. Cabe-nos sermos líderes de oposição. Honraremos a Bolívia”, escreveu Mesa no Twitter.

Fonte: Marcel Guazzelli/Liga Patriótica

Resumindo: a Bolívia elegeu o “poste” de Evo Morales, que vai mandar e desmandar no pobre país inicialmente da Argentina, sob as asas protetoras de Cristina Kirchner…

Já no Chile [Veja matéria sobre os atos terroristas e anticristãos da extrema esquerda no final de semana no país], 14,5 milhões de eleitores – que NÃO são obrigados a votar – decidirão em um plebiscito histórico, acordado pelas forças políticas para encerrar a crise, se querem substituir a atual Constituição (em vigor total desde março de 1990). Autoridades informaram que não suspenderão a quarentena, mas permitirão que todos votem no plebiscito (principalmente se o eleitor for de esquerda, óbvio) que acontecerá no próximo domingo, dia 25 de outubro.

Ninguém sabe ao certo o que poderá acontecer caso haja uma reforma constitucional no país vizinho, mas é possível imaginar que, dadas as proporções e “níveis” das “manifestações” ultraesquerdistas, somando-se a pífia atuação do presidente Sebastián Piñera – que cedeu vergonhosamente sua política inicialmente direitista para a subserviência de ativismos e militâncias socialistas, transformado-o em boneco de pancadas -, coisa boa não sairá.

O Foro de São Paulo está em êxtase.

Deus proteja e tenha misericórdia de Bolívia e Chile. Sem esquecer da Argentina e a devastada/faminta Venezuela!

Um comentário em “Bolívia de volta ao comunosocialismo e Chile prestes a entregar a Constituição nas mãos da extrema esquerda

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