Autoridades Palestinas perseguem e ameaçam palestinos que buscaram melhores condições de vida no exterior. Crédito: Reuters/Mussa Qawasma

Fomos acostumados a acreditar que todo mundo adora os palestinos e a causa palestina, exceto Israel. Por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU) morre de amores pelos palestinos; os progressistas se derretem pelos palestinos; o venezuelano Nicolás Maduro defende os palestinos; o partido Democrata norte-americano é simplesmente apaixonado pelos palestinos. Recep Tayyip Erdoğan, presidente da Turquia – que é um carrasco para o povo curdo -, não sabe viver sem declarar amor diário aos palestinos; o Irã é totalmente vidrado na causa palestina.

Os maus, obviamente, para toda essa gente, são os “cruéis e sanguinários” israelenses. Israel, que por sua vez, é de fato quem dá emprego aos palestinos, educação aos palestinos, transporte aos palestinos e assistência médica aos palestinos. Faz tudo isso, mas nós fomos ironicamente ‘educados’ para achar que Israel é que faz mal aos palestinos. Pois saiba que o que te ‘ensinaram’ sobre a demonização de Israel é uma das maiores farsas mundiais.

Sem dúvida, os palestinos passam hoje por um grande drama – não aqueles que moram na Faixa de Gaza ou na Cisjordânia, mas aqueles que vivem na Síria e no Iraque. Famílias palestinas que vivem nesses dois países (e não são poucas) pedem socorro para a ONU ou para quem puder ouvi-los e não recebem resposta de ninguém, exceto dos Emirados Árabes Unidos (EAU), que já há algum tempo abriu seu país e disse aos palestinos refugiados na Síria ou no Iraque que podem ir para lá, onde são acolhidos e bem tratados.

Na Síria, desde o início da guerra civil em 2011, 4.048 palestinos foram mortos e outros milhares feridos. Dezenas de milhares de outras pessoas fugiram de suas casas, algumas para outras áreas na Síria e outras para países árabes vizinhos e Europa. Além disso, 1.797 palestinos foram detidos pelas autoridades sírias e ainda estão sendo mantidos em condições adversas, enquanto outros 333 desapareceram e suas famílias nada sabem sobre seu destino.

Contudo, as famílias palestinas que resolvem rumar para os Emirados em busca de uma vida digna são perseguidos. E adivinhem por quem? Pela Autoridade Palestina e pelos grupos terroristas Hamas e Fatah! As famílias palestinas reclamam que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e outras organizações, incluindo a ONU, se recusam a ajudar na busca de seus entes queridos tanto no Iraque quanto na Síria. Ocorre que eles são perseguidos e MORTOS por facções comandadas pelo Irã. As milícias iranianas, turcas e sírias aterrorizam palestinos residindo na região, pois o Iraque não quer palestinos em suas terras e a Síria (de Bashar al-Assad) também não.

O escritor palestino e defensor ferrenho da causa, Nabil Al-Sahli, disse que 4.000 palestinos, hoje no Iraque, estão enfrentando uma tragédia diária. De acordo com estudos, cerca de 20.000 palestinos foram deslocados do Iraque para 40 outros países ao redor do mundo, por causa de massacres cometidos contra eles por grupos iranianos, sírios e turcos.

Percebemos de imediato que exatamente aqueles que se declaram fervorosamente apoiadores dos palestinos, só os apoiam de fato quando eles estão lá, em território da Palestina, atirando pedras em Israel. Todavia, ao contrário de seus líderes, os palestinos que vivem na Síria e no Iraque não parecem estar preocupados com o acordo entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. Suas preocupações são mais existenciais, como abrigo e educação para seus filhos, água potável para suas famílias, estão aflitos com as casas que perderam e o destino de seus filhos desaparecidos. Em extremo contraste com a Síria, Iraque, Turquia e outros países árabes, os Emirados abriram as portas aos palestinos e lhes proporcionaram empregos e alto padrão de vida.

Os líderes palestinos, no entanto, castigam os Emirados por tratarem bem famílias inteiras de seu povo e pressionam palestinos da região a não aceitarem ajuda. Ou seja, para a liderança palestina, cidadãos de seu próprio povo não podem buscar uma vida melhor (que, aliás, nem a tem em seu território) e só são úteis permanecendo escravos, maltrapilhos e posando de vítimas da “demoníaca” Israel. Na verdade, fica cristalino que as autoridades palestinas – e outros grupos que defendem a causa palestina – são inimigas do povo palestino.

Remontando ao tempo, a Organização para Libertação da Palestina (OLP) foi idealizada pela então União Soviética, através principalmente do serviço secreto (KGB) e a “causa palestina” começou quando Yasser Arafat (1929-2004), que foi treinado pela KGB, entende que a autoridade palestina – financiada por grupos como, por exemplo, a própria esquerda norte-americana, interessados na destruição de Israel – poderia render muito dinheiro. E de fato rendeu, não só para Arafat, que quando morreu era um dos homens mais ricos do mundo, como para muitos atores dentro da Palestina. Agora, com Mahmoud Abbas (outro treinado pela KGB), que herdou parte da fortuna de Arafat e a aumentou ainda mais por conta da desgraça dos seus cidadãos.

Manter uma “causa” que arrecada dinheiro, armas e atenção do mundo inteiro é tão importante que ela simplesmente NÃO PODE ter uma solução. Quando e se algum dia o problema palestino for solucionado, imediatamente a fonte começará a secar. A causa palestina, em essência, se confunde com o projeto comunista. O projeto comunista não prevê uma solução para a humanidade, ele precisa desse discurso simplesmente para continuar existindo. A ideologia comunista não tem um ponto de chegada, ela se propõe a caminhar eternamente, fazendo de conta que busca um futuro perfeito e como este futuro nunca chega, a causa está sempre em vigência. O mesmo acontece com as autoridades palestinas: é preciso manter o povo palestino na miséria e com ódio cego por Israel para que grupos que dizem defender os palestinos continuem ou permaneçam recebendo verbas internacionais.

O acordo entre Israel, Emirados Árabes Unidos e, mais recentemente, Bahrein, de certa forma coloca em risco e constitui um problema para a “causa palestina”, porque a vida de palestinos pode mudar para melhor. Melhorando a vida de seu povo, para que manter uma “casta” de políticos e militares com altíssimos salários se o principal, que é a qualidade de vida, estiver bem?

E é por isso que a cúpula palestina por trás da “causa” não quer que acordos acabem dando certo, torcendo e agindo sempre contra. Educação, saúde, empregos e infraestrutura melhoraria a vida daqueles que se dizem “vítimas” do estado de Israel.

Fonte: Gatestone Institute/Professor Bellei

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